Uma retrospectiva meio cafona e uns planos bem felizes (olá, 2019!)

Pessoas queridas,

Antes de fazer uma pequena retrospectiva nostálgica, de contar algumas novidades e de soltar piadas ou comentários parecidos com os que seu tio acabou de fazer durante a ceia natalina, gostaria de registrar por aqui meus votos de felicidade e paz para essa nova subdivisão de tempo – aleatória e estranhamente necessária – que se aproxima: que em 2019 a vida siga generosa para todos nós, que consigamos cultivar lucidez e compaixão e que sigamos espalhando benefícios em todas as direções. 

Por mais que o ritmo frenético e a metralhadora de estímulos por vezes nos leve a acreditar que tudo se resume a propaganda, likes e shares, gosto de relembrar que estou escrevendo um texto que está sendo lido por gente de verdade.

Gente que teve ano fácil, gente que teve ano difícil, gente que teve a oportunidade de passar o dia 25/12 rodeado de amigos, gente que por mil motivos não gozou desse grande privilégio, gente que está lendo este parágrafo enquanto toma um café no escritório, gente que está lendo este parágrafo deitado na cama, se perguntando porque raios comeu o terceiro prato de peru e arroz (com passas), quando na verdade já estava mais do que satisfeita depois do primeiro (estamos juntos, amigo).

Votos feitos, vamos aos fatos.

2018 foi um baita ano

Por aqui, 2018 foi um ano de colocar coisas no mundo e de focar em processos coletivos. Trabalhei bastante em cima do Dinheiro Sem Medo (meu primeiro livro), lancei o Finanças Para Autônomos (o segundo) e, com o apoio de um bocado de gente, criei dois cursos online, um focado em inteligência financeira, outro na vida financeira dos autônomos – os cursos possuem nomes iguais aos respectivos livros (sou consultor financeiro, pessoal, criatividade não é bem a especialidade da casa). Dois livros, dois cursos. 

Além disso, dediquei um bocado de esforço ao olugar.org, iniciativa que coordeno junto com amigos e parceiros muito queridos.

Dediquei muito menos esforço aos processos de consultoria individual, dei menos palestras e workshops presenciais, passei menos tempo indo de um lado para outro.

De certa forma, eu estava precisando de um período mais recluso. Em 2017 eu conduzi praticamente uma roda de papo a cada 2 semanas – bastante recompensador, porém muitíssimo cansativo. 

Procurei centralizar minha produção neste site e isso me tomou um bocado de tempo também. Não é lá muito simples manter tudo atualizado, com um layout razoável e organização mínima.

Brinquei um pouquinho com a tal da "uma horinha sobre grana", que começou em vídeo e agora virou um podcast. Em termos técnicos (de qualidade de áudio, edição e tudo o mais), provavelmente é a pior produção que você já viu. (mas o conteúdo eu acho bem bom).

2018 foi um ano de consolidação, de fincar o pé, de organizar um pouco do que foi amorosamente cultivado desde 2011. 

Em 2019 o tom será outro. 

Um 2019 menos tupiniquim

Durante os últimos 7 (quase 8) anos, um pouco por afinidade, outro pouco por capricho do acaso, muito do que chamo de "vida profissional" foi construído online.

A maior parte das consultorias que ofereço é por videoconferência.

A maior parte dos cursos que ministro acontecem em ambientes digitais.

O conteúdo que produzo tem como foco a internet. 

olugar.org é uma comunidade digital.

A verdade é que, na maior parte do tempo, em se tratando de trabalho, não faz muita diferença se estou em São Paulo, comendo o estrogonofe da minha mãe, ou em Belo Horizonte, comendo o feijão tropeiro da minha sogra. 

Somei esse imenso privilégio com a vontade (compartilhada com a Gabi, minha companheira) de passar um tempinho explorando outros lugares, conhecendo outras realidades, respirando outros ares. Quase um ano e meio depois, com um bocado de planejamento feito, a minha cadeira do escritório foi parar dentro de uma guarda-móveis. Embarcaremos dia 13/02/2019. 

Quando comecei a comentar sobre a viagem com clientes e amigos próximos, imaginei que a primeira pergunta seria "qual o roteiro?" ou "como a Gabi fará com o emprego dela?", mas na verdade a pergunta que mais escutei até aqui foi "AI MEU DEUS O QUE VOCÊS FARÃO COM O JORGINHO?".

 
Jorginho será maravilhosamente cuidado, não se preocupem. (obrigado John, obrigado, Marina)

Jorginho será maravilhosamente cuidado, não se preocupem. (obrigado John, obrigado, Marina)

 

Compartilharei mais detalhes sobre a viagem em breve.

Aliás, me contem se o aspecto financeiro dessa história toda seria algo interessante de se ler? Me ocorreu escrever um pouquinho sobre o que verei nos diferentes cantinhos (os trejeitos financeiros, as peculiaridades) e talvez seja legal abrir os números que estão por trás da aventura também. 

"Amuri, você virou um nômade digital milionário?"

Não. 

Na verdade estou basicamente me aproveitando das vantagens de desempenhar uma função que, na maior parte do tempo, não depende da minha presença física. 

Nada contra nômades digitais, nada contra milionários, e nada contra nômades digitais milionários, mas acumular uma pequena montanha de dinheiro ou viver com o passaporte no bolso da calça nunca foram objetivos primários por aqui.

O que segue?

Os livros (que estão disponíveis nas grandes livrarias), as horinhas (que sempre são divulgadas através dessa lista), a produção de conteúdo (que divulgo através do meu site e das minhas redes). Tudo isso segue. 

Os cursos seguirão também, porém ficarão fechados por algumas semanas, até que eu me estabeleça com um pouco mais de calma em algum local com boa internet. Justificando: sempre que um novo aluno efetua a matricula, é bastante natural (e esperado) que ele demande um pouco mais de atenção. Não acho justo oferecer um produto meia boca, por isso a pausa.

Os plantões destinados aos já inscritos seguirão normalmente, sem interrupções. Devo aproveitar o intervalo das inscrições para reorganizar algumas coisas também, conto mais em breve, estou bem animado com isso. 

* * * 

É isso, queridos.

Estou disponível através do eduardo@amuri.com.br, caso você queira aprofundar o papo. Fique à vontade.

Um abraço grande e seguimos.

eduardo antunes